Brasil

Notícias

Educação

Mostrando postagens com marcador Educação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Educação. Mostrar todas as postagens

Buriticupu/Ma, Concurso público 2019

Buriticupu/Ma, Concurso público 2019

Prefeitura de Buriticupu nomeia comissão especial que irá acompanhar realização do concurso público de 2019
Foto de divulgação.
Por meio da portaria Nº 252/2019, a Prefeitura de Buriticupu nomeou, nesta quarta-feira (25), a comissão especial que irá acompanhar e supervisionar a realização do concurso público de 2019. O concurso público será para o preenchimento de cargos públicos de provimento efetivo no município ainda para o ano corrente. Compete a comissão acompanhar e supervisionar todos os atos do certame, até a publicação do resultado final.

Abaixo veja a portaria na íntegra com todos os membros da comissão.

Prefeitura de Buriticupu nomeia comissão especial que irá acompanhar realização do concurso público de 2019
Foto de divulgação.
Por meio da portaria Nº 252/2019, a Prefeitura de Buriticupu nomeou, nesta quarta-feira (25), a comissão especial que irá acompanhar e supervisionar a realização do concurso público de 2019. O concurso público será para o preenchimento de cargos públicos de provimento efetivo no município ainda para o ano corrente. Compete a comissão acompanhar e supervisionar todos os atos do certame, até a publicação do resultado final.

Abaixo veja a portaria na íntegra com todos os membros da comissão.

Homenagem aos policiais de Grajaú do Maranhão

Homenagem aos policiais de Grajaú do Maranhão

Por iniciativa do deputado Neto Evangelista, os soldados Célio Henrique, Roberto Henrique e Wesleyson Alves foram homenageados, pela Assembleia, com a entrega da medalha Manuel Beckman. Um reconhecimento ao apoio prestado ao garoto Adão, vítima de bullying, em Grajaú.🎖️
Fonte: des







Por iniciativa do deputado Neto Evangelista, os soldados Célio Henrique, Roberto Henrique e Wesleyson Alves foram homenageados, pela Assembleia, com a entrega da medalha Manuel Beckman. Um reconhecimento ao apoio prestado ao garoto Adão, vítima de bullying, em Grajaú.🎖️
Fonte: des







Vagas de aprendizagem crescem 6,1% nos sete primeiros meses do ano

Vagas de aprendizagem crescem 6,1% nos sete primeiros meses do ano

O número de vagas de estágio e aprendizagem cresceu 6,1% nos sete primeiros meses de 2019 em relação a igual período do ano anterior. Os dados, divulgados hoje (29), são Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), entidade filantrópica sem fins lucrativos.
Segundo o levantamento, a região Centro-Oeste foi onde houve maior aumento do número de vagas no período: 7,1%, seguido pela região Nordeste (6,6%), e a região Norte (4,5%). Entre os estados, São Paulo foi o que abriu mais vagas, com elevação de 5,6%.
A pesquisa apontou ainda que entre as áreas mais buscadas para estágio continuam sendo as ligadas a graduações tradicionais: direito, pedagogia e administração. Também aparecem com destaque ciências contábeis e engenharia civil.

Fonte:EBC
O número de vagas de estágio e aprendizagem cresceu 6,1% nos sete primeiros meses de 2019 em relação a igual período do ano anterior. Os dados, divulgados hoje (29), são Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), entidade filantrópica sem fins lucrativos.
Segundo o levantamento, a região Centro-Oeste foi onde houve maior aumento do número de vagas no período: 7,1%, seguido pela região Nordeste (6,6%), e a região Norte (4,5%). Entre os estados, São Paulo foi o que abriu mais vagas, com elevação de 5,6%.
A pesquisa apontou ainda que entre as áreas mais buscadas para estágio continuam sendo as ligadas a graduações tradicionais: direito, pedagogia e administração. Também aparecem com destaque ciências contábeis e engenharia civil.

Fonte:EBC

Capes anuncia corte de 5.613 bolsas de pós-graduação para este ano

Capes anuncia corte de 5.613 bolsas de pós-graduação para este ano

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), fundação vinculada ao Ministério da Educação (MEC), anunciou hoje (2) o corte de 5.613 bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado que estavam previstas para os quatro meses restantes do ano. Foram preservadas as bolsas para a formação dos professores da educação básica.
De acordo com o presidente da instituição, Anderson Ribeiro Correia, a medida representa uma economia de R$ 37,8 milhões neste ano. A previsão é que, nos próximos quatro anos, R$ 544 milhões deixem de ser investidos em bolsas.
“Devido ao contingenciamento para o orçamento da coordenação será necessário congelar 1,94% do total para este ano, preservando parcela principal dos benefícios”, contabilizou Correia. “O critério utilizado para esse bloqueio é para bolsas não utilizadas, com objetivo de preservar todos os bolsistas em vigor”, detalhou.
Este ano foram contingenciados R$ 819 milhões previstos na Lei do Orçamento Anual – 19,15% do total de R$ 4,2 bilhões. O projeto de lei orçamentária para 2020 prevê que a Capes, no próximo ano, conte com R$ 2,2 bilhões, quase a metade da previsão de 2019 (51,7%) ou 64,1% do valor real (pós-contingenciamento).
“A gente está trabalhando com a possibilidade de descontingenciamento e a visão para 2020, o que pode melhorar a situação dos bolsistas no país”, disse o presidente da Capes sem adiantar nenhuma medida ou valor revisto para recomposição dos orçamentos.
“Nós sabemos das dificuldades financeiras orçamentárias que todos nós estamos vivendo. O ano de 2019 não tem sido um ano fácil para o Ministério da Educação e também o ano de 2020 não será um ano fácil”, previu o secretário-executivo do MEC, Antonio Paulo Vogel. “Essa é uma situação da nossa economia, das nossas contas públicas. O Ministério da Educação está inserido neste contexto maior”, destacou.

Metas garantidas

Apesar dos cortes, Anderson Correia garante que serão cumpridas as metas de formação de mestres e doutores para 2024, previstas no Plano Nacional de Educação e estabelecidas pela Lei nº 13.005/2014. A meta de formação de 60 mil mestres ao ano já foi superada e a meta de 25 mil doutores se aproxima. Segundo a Capes, atualmente 65 mil mestres e 23 mil doutores são formados por ano no Brasil.
O anúncio da Capes ocorre pouco mais de um mês depois de o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), outra agência federal de financiamento de pesquisadores, suspender processo de seleção de bolsistas no Brasil e no exterior, por falta de recursos. O cálculo é um déficit de R$ 330 milhões no orçamento.
Na quarta-feira passada, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) entregaram ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), abaixo-assinado contra os cortes no CNPq. O Orçamento da União de 2020, com a destinação de valores para o conselho e para Capes, deverá ser votado até o final do ano pelo Congresso Nacional.
De acordo com o estudo Percepção Pública sobre Ciência e Tecnologia no Brasil, feito pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC), 90% dos brasileiros avaliam que o governo federal deve aumentar ou manter os investimentos em pesquisa científica e tecnológica nos próximos anos, apesar das dificuldades econômicas.


Fonte:EBC
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), fundação vinculada ao Ministério da Educação (MEC), anunciou hoje (2) o corte de 5.613 bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado que estavam previstas para os quatro meses restantes do ano. Foram preservadas as bolsas para a formação dos professores da educação básica.
De acordo com o presidente da instituição, Anderson Ribeiro Correia, a medida representa uma economia de R$ 37,8 milhões neste ano. A previsão é que, nos próximos quatro anos, R$ 544 milhões deixem de ser investidos em bolsas.
“Devido ao contingenciamento para o orçamento da coordenação será necessário congelar 1,94% do total para este ano, preservando parcela principal dos benefícios”, contabilizou Correia. “O critério utilizado para esse bloqueio é para bolsas não utilizadas, com objetivo de preservar todos os bolsistas em vigor”, detalhou.
Este ano foram contingenciados R$ 819 milhões previstos na Lei do Orçamento Anual – 19,15% do total de R$ 4,2 bilhões. O projeto de lei orçamentária para 2020 prevê que a Capes, no próximo ano, conte com R$ 2,2 bilhões, quase a metade da previsão de 2019 (51,7%) ou 64,1% do valor real (pós-contingenciamento).
“A gente está trabalhando com a possibilidade de descontingenciamento e a visão para 2020, o que pode melhorar a situação dos bolsistas no país”, disse o presidente da Capes sem adiantar nenhuma medida ou valor revisto para recomposição dos orçamentos.
“Nós sabemos das dificuldades financeiras orçamentárias que todos nós estamos vivendo. O ano de 2019 não tem sido um ano fácil para o Ministério da Educação e também o ano de 2020 não será um ano fácil”, previu o secretário-executivo do MEC, Antonio Paulo Vogel. “Essa é uma situação da nossa economia, das nossas contas públicas. O Ministério da Educação está inserido neste contexto maior”, destacou.

Metas garantidas

Apesar dos cortes, Anderson Correia garante que serão cumpridas as metas de formação de mestres e doutores para 2024, previstas no Plano Nacional de Educação e estabelecidas pela Lei nº 13.005/2014. A meta de formação de 60 mil mestres ao ano já foi superada e a meta de 25 mil doutores se aproxima. Segundo a Capes, atualmente 65 mil mestres e 23 mil doutores são formados por ano no Brasil.
O anúncio da Capes ocorre pouco mais de um mês depois de o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), outra agência federal de financiamento de pesquisadores, suspender processo de seleção de bolsistas no Brasil e no exterior, por falta de recursos. O cálculo é um déficit de R$ 330 milhões no orçamento.
Na quarta-feira passada, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) entregaram ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), abaixo-assinado contra os cortes no CNPq. O Orçamento da União de 2020, com a destinação de valores para o conselho e para Capes, deverá ser votado até o final do ano pelo Congresso Nacional.
De acordo com o estudo Percepção Pública sobre Ciência e Tecnologia no Brasil, feito pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC), 90% dos brasileiros avaliam que o governo federal deve aumentar ou manter os investimentos em pesquisa científica e tecnológica nos próximos anos, apesar das dificuldades econômicas.


Fonte:EBC

Sem banheiro, na chuva e com marimbondo: a vida dos alunos antes das Escolas Dignas

Sem banheiro, na chuva e com marimbondo: a vida dos alunos antes das Escolas Dignas

No fundo, a escola nova; na frente, a antiga (Foto: Divulgação)
Uma escola sem teto, sem banheiro, sem paredes e sem água pode ser chamada de escola? E se marimbondos e cachorros convivem no mesmo espaço que os alunos? Isso é escola?
Por muitas décadas, muitos alunos conviveram com esse cenário. E muitos alunos já viram essa realidade mudar com o Escola Digna, que construiu, reconstruiu ou reformou mais de 850 colégios em todo o Maranhão desde 2015.
Ainda falta muito, claro, para o Maranhão ter a Educação ideal. Mas muito já foi feito. É em homenagem aos alunos que viveram e estão vivendo essa mudança que reunimos aqui histórias de como eles faziam para estudar, mesmo com todas as dificuldades que enfrentavam no dia a dia.
Em todos os casos abaixo, uma Escola Digna mudou a realidade dos estudantes:
Forno
No povoado Ananás, em Tutóia, o maior problema era a temperatura na escola Samuel Oliveira. Era tão quente que parecia um forno. Fora a sujeira.
“Era pequena, não tinha janela, era quente e tudo sujo”, conta a estudante Fabrícia de Oliveira. “Era muito sufocada, era pequena, era uma coisa muito fechada, escura, fazia calor”, acrescenta o colega Elienay Silva.
No mês passado, tudo mudou. “Essa escola nova é bonita. Tem cadeira, mesa, janela de vidro. Essa escola deixou meu coração muito feliz, ele ficou batendo de alegria”, diz Fabrícia.
Com marimbondos
Até dois anos atrás, a professora Luiza Souza não sabia muito bem como era ensinar em uma escola de verdade, embora já estivesse havia mais de duas décadas no ofício.
“Eu estou há 24 anos nessa área e nunca tinha trabalhado num prédio, só em salinha emprestada. Até debaixo de árvores já dei aula”, contou a professora às vésperas da entrega da nova escola Raimundo Ferreira Lima, em Tuntum, em setembro de 2017.
De acordo com Luiza, antes disso as dificuldades apareciam quase diariamente: “Às vezes, tinha marimbondo dentro da sala, tinha que sair. E hoje é um sonho realizado”.
Banheiro sem fossa
Alguns colégios tinham problemas que quase inviabilizavam a frequência escolar. Por exemplo, um banheiro sem fossa e o mato invadindo a sala. Era assim a escola Anna Bernardes, em Timon. “Nós tínhamos uma escola sucateada. Desde a parte elétrica, sanitária, portas e janelas quebradas, o mato invadia a sala, os banheiros não tinham fossa. Era uma situação muito difícil”, diz o gestor geral Marcus Pinto.
O calor e a falta de ventilação também eram constantes, de acordo com a professora Janaina Sobral. “Dava era pena pedir alguma análise textual ou produção para os meus alunos. Eles não sabiam se se abanavam ou escreviam. Por muitas vezes não se concentravam e pediam para sair da sala de aula por causa do calor insuportável”.
Sem banheiro
Se algumas escolas não tinham banheiro com fossas, outras nem banheiro tinham. Era o caso da escola Deus é Amor, no povoado Taboca, em São João do Sóter. A antiga escola funcionava em uma pequena sala feita de taipa e coberta de palha, chão batido e sem banheiro.
Agora, os alunos têm uma escola de verdade, com quatro banheiros, cozinha, sala para gestor e professores, pátio central, poço artesiano, rede de distribuição de água, redes elétrica e hidráulica, entre outros espaços.
Com cachorros
E quando a sala de aula tem outros ocupantes além dos alunos? Assim era o dia a dia no povoado São José do Nena, em Parnarama.
“A escola antiga era de palha, os cachorros dormiam dentro, era tudo esburacada. Era de barro, nem piso era. Era um forno, um entrava e outro saía”, contou Luciane Oliveira dos Santos, que tinha três filhos matriculados na nova escola Nossa Senhora de Lourdes, na época da inauguração, há um ano e meio.
Desde então, os alunos estudam em salas boas, ventiladas e sem animais para distraí-los.
Inundação
E o que dizer, então, da primeira Escola Digna do Maranhão, entregue há pouco mais de três anos? Foi no povoado Muriçoca, em Fortaleza dos Nogueiras. Antes, a escola Pedro Álvares Cabral funcionava num barracão com duas salas apertadas e inundava quando chovia.
Era uma salinha que mal acomodava a turma de 20 alunos. Desde a entrega, a realidade é outra. Muriçoca deixou de ser um povoado ignorado para virar a menina dos olhos da cidade.
“Hoje acontece de a gente estar em sala de aula e chegar pessoas para visitar a escola. E o que a gente mais escuta é que a escola é linda”, diz o professor Leandro Brito da Silva.
Sem água, sem carteira
Muitas vezes, nem o mais básico existia. No povoado Bom Jardim, os alunos não sabiam o que era escola de verdade. Não havia água, não havia carteiras, não havia banheiro.
“Aqui era só sofrimento para essas crianças. Elas têm vontade de estudar e não tinham um pingo de conforto, não tinha água no pote, não tinha banheiro, até as cadeiras eu que dava”, diz Osmarina Silva Pereira, moradora e zeladora do casebre de barro e palha que abrigava a escola Machado de Assis.
“Todo mundo merece uma coisa melhor e foi Deus que tocou no coração do Flávio Dino e construiu essa escola para nossas crianças”, conta Osmarina.
Aperto
Em Grajaú, os alunos da escola municipal Domingos Machado viviam apertados. Os estudantes se espremiam no mesmo espaço em que ficavam os matriculados do ensino médio. Os 250 alunos não tinham espaço e nem conforto suficientes.
“Não era fácil, nossos alunos não conseguiam expor um trabalho, era tudo feito com muita dificuldade. Como na Domingos Machado não couberam todos, eles nos deslocaram para o Centro de Ensino Ney Braga, que entrou em reforma”, diz a gestora Evaneide Borges de Carvalho.
“Aí nos deslocaram novamente para um prédio pequeno. Essa nova escola se tornou um sonho realizado. Agora nós temos um prédio adequado e digno para nossos estudantes”, acrescenta.
Sem teto
Era junho de 2017 quando, no povoado Bacuri, em Peritoró, a professora Narcisa da Silva Corrêa pegou emprestados os versos da canção de Vinícius de Moraes para falar do local onde dava aula: “Era uma escola muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada”.
Era a escola Juarez Nunez. As paredes de taipa e o telhado de palha do barracão eram a estrutura precária disponível para atender várias séries ao mesmo tempo.
Entulho

Essas salas de aula também estão ficando no passado (Foto: Divulgação)
Era para ser um pátio, mas na prática era um depósito de entulhos. Assim era a escola Maria Luiza Viana, em Buriti. O prédio fundado em 1953 era precário.
“A escola era cheia de cubículos, desorganizada, não parecia em nada com o que temos hoje. Aquela área [mostrou o pátio coberto] era um lugar de entulhos. Aqui era insalubre, uma situação complicada”, relatou a gestora geral Alcilene Soares.
Sem piso
“A escola antiga não tinha piso, não tinha ventilador, o banheiro era ruim. Agora aqui, não, vamos ter bebedouro, diretor, zelador, vai ser bem melhor.”
A fala da estudante Keully Carmo da Silva ilustra bem como era e como passou a ser a escola Arco da Felicidade, no povoado Riacho do Meio, em Barreirinhas.
Antes, era um barracão improvisado. Agora, existe escola de verdade, além de poço artesiano que atenderá aos estudantes de Riacho do Meio e povoados vizinhos.
Escuridão
Se já é difícil aprender no calor abafado, imagina num ambiente quente e escuro. “Lá onde a gente trabalhava não tinha ventilação, era escuro, às vezes a gente não conseguia nem olhar a lousa”, conta a professora Andréia Davi, que ensina há 12 anos na escola Manoel Nunes Diniz, em Passagem Grande II, zona rural de Paulino Neves.
A mudança salta aos olhos. “Quando eu estudei aqui, era ruim para nós. Hoje, a gente tem uma oportunidade ótima de ter uma escola nova, maravilhosa”, afirma a estudante Flávia Silva Sousa.
No fundo, a escola nova; na frente, a antiga (Foto: Divulgação)
Uma escola sem teto, sem banheiro, sem paredes e sem água pode ser chamada de escola? E se marimbondos e cachorros convivem no mesmo espaço que os alunos? Isso é escola?
Por muitas décadas, muitos alunos conviveram com esse cenário. E muitos alunos já viram essa realidade mudar com o Escola Digna, que construiu, reconstruiu ou reformou mais de 850 colégios em todo o Maranhão desde 2015.
Ainda falta muito, claro, para o Maranhão ter a Educação ideal. Mas muito já foi feito. É em homenagem aos alunos que viveram e estão vivendo essa mudança que reunimos aqui histórias de como eles faziam para estudar, mesmo com todas as dificuldades que enfrentavam no dia a dia.
Em todos os casos abaixo, uma Escola Digna mudou a realidade dos estudantes:
Forno
No povoado Ananás, em Tutóia, o maior problema era a temperatura na escola Samuel Oliveira. Era tão quente que parecia um forno. Fora a sujeira.
“Era pequena, não tinha janela, era quente e tudo sujo”, conta a estudante Fabrícia de Oliveira. “Era muito sufocada, era pequena, era uma coisa muito fechada, escura, fazia calor”, acrescenta o colega Elienay Silva.
No mês passado, tudo mudou. “Essa escola nova é bonita. Tem cadeira, mesa, janela de vidro. Essa escola deixou meu coração muito feliz, ele ficou batendo de alegria”, diz Fabrícia.
Com marimbondos
Até dois anos atrás, a professora Luiza Souza não sabia muito bem como era ensinar em uma escola de verdade, embora já estivesse havia mais de duas décadas no ofício.
“Eu estou há 24 anos nessa área e nunca tinha trabalhado num prédio, só em salinha emprestada. Até debaixo de árvores já dei aula”, contou a professora às vésperas da entrega da nova escola Raimundo Ferreira Lima, em Tuntum, em setembro de 2017.
De acordo com Luiza, antes disso as dificuldades apareciam quase diariamente: “Às vezes, tinha marimbondo dentro da sala, tinha que sair. E hoje é um sonho realizado”.
Banheiro sem fossa
Alguns colégios tinham problemas que quase inviabilizavam a frequência escolar. Por exemplo, um banheiro sem fossa e o mato invadindo a sala. Era assim a escola Anna Bernardes, em Timon. “Nós tínhamos uma escola sucateada. Desde a parte elétrica, sanitária, portas e janelas quebradas, o mato invadia a sala, os banheiros não tinham fossa. Era uma situação muito difícil”, diz o gestor geral Marcus Pinto.
O calor e a falta de ventilação também eram constantes, de acordo com a professora Janaina Sobral. “Dava era pena pedir alguma análise textual ou produção para os meus alunos. Eles não sabiam se se abanavam ou escreviam. Por muitas vezes não se concentravam e pediam para sair da sala de aula por causa do calor insuportável”.
Sem banheiro
Se algumas escolas não tinham banheiro com fossas, outras nem banheiro tinham. Era o caso da escola Deus é Amor, no povoado Taboca, em São João do Sóter. A antiga escola funcionava em uma pequena sala feita de taipa e coberta de palha, chão batido e sem banheiro.
Agora, os alunos têm uma escola de verdade, com quatro banheiros, cozinha, sala para gestor e professores, pátio central, poço artesiano, rede de distribuição de água, redes elétrica e hidráulica, entre outros espaços.
Com cachorros
E quando a sala de aula tem outros ocupantes além dos alunos? Assim era o dia a dia no povoado São José do Nena, em Parnarama.
“A escola antiga era de palha, os cachorros dormiam dentro, era tudo esburacada. Era de barro, nem piso era. Era um forno, um entrava e outro saía”, contou Luciane Oliveira dos Santos, que tinha três filhos matriculados na nova escola Nossa Senhora de Lourdes, na época da inauguração, há um ano e meio.
Desde então, os alunos estudam em salas boas, ventiladas e sem animais para distraí-los.
Inundação
E o que dizer, então, da primeira Escola Digna do Maranhão, entregue há pouco mais de três anos? Foi no povoado Muriçoca, em Fortaleza dos Nogueiras. Antes, a escola Pedro Álvares Cabral funcionava num barracão com duas salas apertadas e inundava quando chovia.
Era uma salinha que mal acomodava a turma de 20 alunos. Desde a entrega, a realidade é outra. Muriçoca deixou de ser um povoado ignorado para virar a menina dos olhos da cidade.
“Hoje acontece de a gente estar em sala de aula e chegar pessoas para visitar a escola. E o que a gente mais escuta é que a escola é linda”, diz o professor Leandro Brito da Silva.
Sem água, sem carteira
Muitas vezes, nem o mais básico existia. No povoado Bom Jardim, os alunos não sabiam o que era escola de verdade. Não havia água, não havia carteiras, não havia banheiro.
“Aqui era só sofrimento para essas crianças. Elas têm vontade de estudar e não tinham um pingo de conforto, não tinha água no pote, não tinha banheiro, até as cadeiras eu que dava”, diz Osmarina Silva Pereira, moradora e zeladora do casebre de barro e palha que abrigava a escola Machado de Assis.
“Todo mundo merece uma coisa melhor e foi Deus que tocou no coração do Flávio Dino e construiu essa escola para nossas crianças”, conta Osmarina.
Aperto
Em Grajaú, os alunos da escola municipal Domingos Machado viviam apertados. Os estudantes se espremiam no mesmo espaço em que ficavam os matriculados do ensino médio. Os 250 alunos não tinham espaço e nem conforto suficientes.
“Não era fácil, nossos alunos não conseguiam expor um trabalho, era tudo feito com muita dificuldade. Como na Domingos Machado não couberam todos, eles nos deslocaram para o Centro de Ensino Ney Braga, que entrou em reforma”, diz a gestora Evaneide Borges de Carvalho.
“Aí nos deslocaram novamente para um prédio pequeno. Essa nova escola se tornou um sonho realizado. Agora nós temos um prédio adequado e digno para nossos estudantes”, acrescenta.
Sem teto
Era junho de 2017 quando, no povoado Bacuri, em Peritoró, a professora Narcisa da Silva Corrêa pegou emprestados os versos da canção de Vinícius de Moraes para falar do local onde dava aula: “Era uma escola muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada”.
Era a escola Juarez Nunez. As paredes de taipa e o telhado de palha do barracão eram a estrutura precária disponível para atender várias séries ao mesmo tempo.
Entulho

Essas salas de aula também estão ficando no passado (Foto: Divulgação)
Era para ser um pátio, mas na prática era um depósito de entulhos. Assim era a escola Maria Luiza Viana, em Buriti. O prédio fundado em 1953 era precário.
“A escola era cheia de cubículos, desorganizada, não parecia em nada com o que temos hoje. Aquela área [mostrou o pátio coberto] era um lugar de entulhos. Aqui era insalubre, uma situação complicada”, relatou a gestora geral Alcilene Soares.
Sem piso
“A escola antiga não tinha piso, não tinha ventilador, o banheiro era ruim. Agora aqui, não, vamos ter bebedouro, diretor, zelador, vai ser bem melhor.”
A fala da estudante Keully Carmo da Silva ilustra bem como era e como passou a ser a escola Arco da Felicidade, no povoado Riacho do Meio, em Barreirinhas.
Antes, era um barracão improvisado. Agora, existe escola de verdade, além de poço artesiano que atenderá aos estudantes de Riacho do Meio e povoados vizinhos.
Escuridão
Se já é difícil aprender no calor abafado, imagina num ambiente quente e escuro. “Lá onde a gente trabalhava não tinha ventilação, era escuro, às vezes a gente não conseguia nem olhar a lousa”, conta a professora Andréia Davi, que ensina há 12 anos na escola Manoel Nunes Diniz, em Passagem Grande II, zona rural de Paulino Neves.
A mudança salta aos olhos. “Quando eu estudei aqui, era ruim para nós. Hoje, a gente tem uma oportunidade ótima de ter uma escola nova, maravilhosa”, afirma a estudante Flávia Silva Sousa.

Inscrições para o Enem começam nesta segunda (12)

Inscrições para o Enem começam nesta segunda (12)

Qualquer pessoa pode se inscrever no exame, que está marcado para os dias 8 e 9 de novembro

As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) começam hoje (12). Os interessados podem se candidatar no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), até sexta-feira (23).
Qualquer pessoa pode se inscrever no exame, que está marcado para os dias 8 e 9 de novembro. O valor da inscrição é R$ 35. Alunos de rede pública e pessoas com renda familiar até 1,5 salário mínimo são considerados isentos. A taxa deve ser paga até o dia 28 de maio.

No site do Inep é possível também tirar dúvidas sobre o Enem. Neste ano, a página oferece o edital em formato de leitura compatível com o Dosvox, sistema criado para pessoas com deficiência visual, e um vídeo na Língua Brasileira de Sinais (Libras), para quem tem alguma limitação auditiva. Os candidatos podem ainda obter informações pelo telefone 0800-616161.
A nota do exame pode ser usada para participar de programas como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que disponibiliza vagas no ensino superior público; o Programa Universidade para Todos (ProUni), que oferece bolsas em instituições privadas; e o Sistema de Seleção Unificada do Ensino Técnico e Profissional (Sisutec), que destina a estudantes vagas gratuitas em cursos técnicos.
O Enem é também pré-requisito para firmar contratos por meio do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e para a obter bolsas de intercâmbio pelo Programa Ciência sem Fronteiras.
A previsão é que 8,2 milhões de pessoas se inscrevam, um crescimento de 13,8% em relação aos 7,2 milhões do ano passado. O número de cidades que aplicarão o exame também aumentou de 1,1 mil, em 2013, para 1,6 mil.
Para evitar as ausências, o Inep vai enviar uma mensagem aos inscritos no ano passado que não fizeram a prova. Eles serão alertados de que não fazer o Enem leva a um desperdício de recursos públicos. 

Agência Brasil
Qualquer pessoa pode se inscrever no exame, que está marcado para os dias 8 e 9 de novembro

As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) começam hoje (12). Os interessados podem se candidatar no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), até sexta-feira (23).
Qualquer pessoa pode se inscrever no exame, que está marcado para os dias 8 e 9 de novembro. O valor da inscrição é R$ 35. Alunos de rede pública e pessoas com renda familiar até 1,5 salário mínimo são considerados isentos. A taxa deve ser paga até o dia 28 de maio.

No site do Inep é possível também tirar dúvidas sobre o Enem. Neste ano, a página oferece o edital em formato de leitura compatível com o Dosvox, sistema criado para pessoas com deficiência visual, e um vídeo na Língua Brasileira de Sinais (Libras), para quem tem alguma limitação auditiva. Os candidatos podem ainda obter informações pelo telefone 0800-616161.
A nota do exame pode ser usada para participar de programas como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que disponibiliza vagas no ensino superior público; o Programa Universidade para Todos (ProUni), que oferece bolsas em instituições privadas; e o Sistema de Seleção Unificada do Ensino Técnico e Profissional (Sisutec), que destina a estudantes vagas gratuitas em cursos técnicos.
O Enem é também pré-requisito para firmar contratos por meio do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e para a obter bolsas de intercâmbio pelo Programa Ciência sem Fronteiras.
A previsão é que 8,2 milhões de pessoas se inscrevam, um crescimento de 13,8% em relação aos 7,2 milhões do ano passado. O número de cidades que aplicarão o exame também aumentou de 1,1 mil, em 2013, para 1,6 mil.
Para evitar as ausências, o Inep vai enviar uma mensagem aos inscritos no ano passado que não fizeram a prova. Eles serão alertados de que não fazer o Enem leva a um desperdício de recursos públicos. 

Agência Brasil

Nossa página

adv/http://www.mogflat.blogspot.com|https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjL5mtZN6B2E0OZB2RNAQ0P55P-ABJpJaapuATwP1p9ThRnylrI2KIePrfKDaRjEomiN7jpPFnDKR9Xfg36Erz4KaV-tDTswYz3Hf1s6CSUHBIFe0_2YYl0alrim7gHADLG2izRfUIp44U/s1600/adv-5.jpg

Publicações recentes

randomposts

Like Us

fb/https://www.facebook.com/agnosilvacaldeira